terça-feira, 24 de novembro de 2009 - 3 Comentários

Todo mundo passou por esse momento.



Melhor para quem teve sua primeira apaixonite por alguém da sua idade, e disponível, e tudo mais.

... Mas não dá pra reclamar da sina do personagem adolescente de Houve uma Vez um Verão (ou Verão de 42, conforme o lançamento em DVD recente) - apaixonar-se pela Jennifer O'Neal e conseguir uma iniciação básica com a moça, enquanto o maridão combatia na 2ª  Guerra, não era mal negócio. 

Um belo filme sobre a adolescência, uma bela atriz em seu melhor momento e uma música inesquecível, composta por Michel Legrand - uma das trilhas mais marcantes do cinema do século 20.

Para ver e rever.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009 - 0 Comentários

Um som sincero pra começar a semana: Sá, Rodrix e Guarabyra, o trio que fundou o "rock rural" (rótulo meio besta dado às investidas brasileiras no folk rock americano misturado com MPB, nos idos dos anos 70). Aqui, eles apresentam um medley de três canções, cada uma composta por um dos integrantes (e todas grandes clássicos da música brasileira):



As canções são: Casa no Campo, do finado Zé Rodrix, que fez enorme sucesso na voz de Elis Regina; Caçador de Mim, de Sá e Tavito, que foi gravado por Milton Nascimento, 14 Bis e meio mundo; e Espanhola, de Guarabyra e Flavio Venturini, que ficou bem conhecida na voz do segundo (trilha da novela Que Rei Sou Eu?, se não me engano).

O mais bacana - e até tocante - é o final, em que eles arrematam com uma mistura dos três clássicos.

Gosto muito. É a mistura de dois gêneros que muito me agradam - o folk à Crosby, Stills & Nash e a MPB mineira do Clube da Esquina.

Boa semana a todos!

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009 - 3 Comentários

O blogueiro está na praia.

Para entrar no clima, nada melhor do que uma cena de praia, digamos, inusitada:



Esta é a abertura da bizarra comédia Zohan - O Agente Bom de Corte, estrelada por Adam Sandler - um dos improváveis ídolos de BLOGIE.

Há quem odeie, e eu entendo. Mas tive grande prazer ao ver o início SEM NOÇÃO de Zohan.

Porque não dá pra ficar levando tudo muito a sério o tempo todo. Há de se saber a hora de chutar o balde. Nisso, Adam Sandler é o melhor.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - 8 Comentários

Quem gosta de cinema do bom e mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro pode comemorar sua sorte: o Centro Cultural Banco do Brasil está promovendo, desde a semana passada até meados de dezembro, a mostra "A Elegância de Woody Allen".






















A proposta é simples: todos os 40 filmes do genial diretor nova-iorquino - incluindo o último, Tudo Pode Dar Certo, ainda inédito no Brasil - serão exibidos na Mostra.

Clique aqui para ver todos os trailers dos filmes!!!

Para facilitar o trabalho, BLOGIE seleciona o que não pode ser perdido de jeito nenhum.


Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) - tido como a obra-prima (ou uma das principais obras-primas) de Allen, esta comédia venceu quatro Oscars, incluindo o de melhor filme e o de melhor atriz para Diane Keaton. Inovador, inteligente, cheio de classe, impagável. Em São Paulo: 05/12 e 13/12, ambos às 18:00. No Rio: 19/11, às 17:30, e 24/11, às 18:30.

Manhattan (1979) - BLOGIE já deixou claro em diversas ocasiões que este é seu preferido, contando com a melhor cena de abertura de todos os tempos. Os cariocas já perderam suas chances no início da semana; já os paulistas ainda têm três chances: 19/11, às 19h; 29/11, às 18h; e 09/12, às 13 h.

A Rosa Púrpura do Cairo (1984) - durante a Grande Depressão, uma mulher escapa da sua vida miserável dentro do cinema. Até que o personagem-galã literalmente salta pra fora da tela e dá uma apimentada nas coisas. Uma declaração de amor ao cinema.Sensacional. Em SP: 28/11, às 18h; e 03/12, às 17h. No Rio: já foi, parabéns aos felizardos que assistem ao filme enquanto escrevo estas linhas!

Hannah e Suas Irmãs (1986) - questões existenciais, relacionamentos complicados e o cinema como salvação. Um dos filmes que melhor resumem a obra de Woody Allen. Em SP: 21/11, às 18h; e 29/11, às 16h. No Rio: já foi, sorry.

Crimes e Pecados (1989) - aqui, os relacionamentos mal resolvidos ganham solução na base da porrada. O assassinato e a convivência com a culpa são examinados, à moda de Dostoievski. Antecipa, em quase vinte anos, o tema do clássico recente Match Point. Em SP: 06/12, às 16h; e 09/12, às 17h. Os cariocas têm ainda uma chance: 27/11, 19:30.

Tiros Na Broadway (1994) - John Cusack faz o papel habitual de Woody Allen - o de artista inseguro e atrapalhado. Um filme menos badalado, mas não menos qualificado. Dianne Wiest faz um trabalho incrível, que lhe valeu o Oscar de atriz coadjuvante. Em SP: 04/12, às 13h; e 12/12, às 18h. No Rio: 21/11, às 20h; 25/11, às 13:30; e 29/11, às 18h.

Poderosa Afrodite (1995) - Mira Sorvino levou o Oscar de atriz coadjuvante como a prostituta de boca-suja e coração de mãe que Allen encontra ao procurar a mãe de seu filho adotivo, que é um gênio precoce. um coro de tragédia grega pontua as cenas com brilhantismo. Em SP: 28/11, às 14h; e 11/12, às 17h. No Rio: não percam a seção única no dia 22/11, às 14:00.

Todos Dizem Eu Te Amo (1997) - Allen entra de sola no musical e bota grande elenco (Goldie Hawn, Drew Barrymore, Edward Norton, Julia Roberts, Alan Alda, Natalie Portman...) pra cantar standarts da música americana. Locações em Nova York, mas também em Paris e em Veneza. Classe total e uma cena antológica: Woody Allen fazendo Goldie Hawn literalmente voar enquanto dançam à beira do rio Sena. Em SP: 21/11, 20h; e 26/11, 17h. No Rio, a última exibição foi no feriado de 15/11...

Quanto a Match Point e Vicky Cristina Barcelona, considero-os igualmente essenciais, mas imagino que quem gosta de Woody Allen não deixou de vê-los no cinema quando dos seus lançamentos...

Para os paulistanos apressados, aviso que o novo filme de Allen, Tudo Pode Dar Certo, terá sua última exibição na retrospectiva nesta quinta-feira, 19/11, às 14h...

Se você perder, tudo bem: até o final do ano o filme estreia no Brasil em circuito comercial. O essencial é ver na tela grande um ou mais clássicos do mestre.

Em tempo: se eu tivesse que optar por uma única sessão, eu iria em Manhattan. Como segunda opção...vejamos... OK: A Rosa Púrpura do Cairo. Ou Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Ah, eu gostaria é de ver todos!

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Uma das maiores estrelas, e também uma das mulheres mais bonitas da história do cinema: Natalie Wood.


















Sua história é das coisas mais loucas: filha de imigrantes russos que não falavam uma palavra em inglês, foi parar em Hollywood cedo e virou estrela mirim já aos quatro anos de idade. Fez o clássico natalino absoluto, Milagre na Rua 34. Aos 17, tornou-se uma grande estrela - e recebeu sua primeira de três indicações para o Oscar - como Judy, a namorada de James Dean no imortal Juventude Transviada.
























Com James Dean em Juventude Transviada, de 1955.

Seis anos depois, aos 22, foi a Maria de Amor, Sublime Amor, uma versão musical de Romeu e Julieta passada em Nova York, com os Capuletos e Montéquios substituídos por gangues de imigrantes do Brooklyn. O filme ganhou tudo no Oscar de 1961. Mas ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz daquele ano por outro filme: Clamor do Sexo, do grande Elia Kazan, no qual dividia a tela com um jovem Warren Beaty.















Com Warren Beaty, em Clamor do Sexo, de 1961.

A partir daí, estrelou comédias de grande sucesso, como A Corrida do Século, ao lado de Tony Curtis. Em 1966, aos 30 anos, e cada vez mais bonita, lá estava ela com outro jovem galã que surgia: Robert Redford. O filme é Esta Mulher é Proibida.




















Com Robert Redford, em Esta Mulher é Proibida, de 1966.

Depois disso, Natalie se afastou do cinema por alguns anos, e já na década de 70, fez esporádicas participações em alguns filmes.Em 1981, com apenas 43 anos, morreu afogada em um acidente até hoje inexplicado: ela estava em um iate com seu marido, o ator Robert Wagner, e Christopher Walken, com quem, dizem, rolava um casinho. Segundo a lenda, aconteceu uma discussão e Natalie, que não sabia nadar e fora atormentada durante toda a vida por pesadelos que envolviam afogamento, pegou um bote e se mandou. Suicídio? Homicídio? Ninguém sabe. Mas a história é muito estranha, e quem ficou sem Natalie Wood fomos todos nós.

Mais um caso não resolvido da série "Não ganhou um Oscar - azar do Oscar"...

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